Sexta-feira, Maio 27, 2005
MULHERES DA MINHA GERAÇÃO
Santiago Gamboa
Tradução livre de Luiz Augusto Michelazzo
É o único tema em que sou radical e intolerante, no qual não escuto argumentações: as mulheres da minha geração são as melhores e ponto. Hoje, elas têm quarenta e picos, ou cinqüenta, sessenta, setenta e... são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitoneam suas coxas mas que as fazem tão humanas, tão reais. Formosamente reais. Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciadas e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarto intento. Que importa? Outras, ainda que poucas, mantêm um pertinaz celibatarismo e o protegem como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração! Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kubrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais. Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, que entretanto receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução. Jamais viram no homem um inimigo, apesar de que lhe contaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem para esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiênico, quando este tragicamente se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica, porém, que com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida. São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer,quando nos enganam ou nos deixam.
Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, em uma noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar Elraton, de Cheo Feliciano, na Teja Corrida ou em Quebracanto, com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Gurdjieff e do cinema de Bergman. No fundo de suas mochilas havia pacotes de Pielroja, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara e, ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção de Héctor Lavoe, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, e que se chama ¿Teu amor é um jornal de ontem¿.
Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, conheceram os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos pernilongos, porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora madurez.
Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu acompanhante por dentro. A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos façam sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é tão gelado o suficiente para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia do Santana.
Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
Mata Hari - 1:14 PM
Segunda-feira, Maio 09, 2005
O que é a Vida ?
Vida não é manter um placar. Não é quantos amigos você tem, ou o quanto você é aceito.
Não é sobre se você tem planos para este final de semana, ou se você está sozinho.
Não é sobre quem você está namorando, quem você já namorou, ou quantas pessoas você já teve e se você nunca teve ninguém.
Não é sobre quem é sua família, ou quanto dinheiro ela tem. Ou que tipo de carro você dirige. Ou quando você foi mandado à escola... Não é sobre o quanto você é bonito ou feio, ou que roupas você usa, que sapatos você calça, que tipo de música você ouve.
Não é sobre se seus cabelos são loiros, vermelhos, pretos ou castanhos. Ou se sua pele é muito clara ou muito escura. Não é sobre que graduação você tem, o quão esperto você é, o quão esperto os outros pensam que você é, ou o quão inteligente os testes dizem que você é.
Não é sobre que clubes você freqüenta, ou o quanto você é bom no seu esporte. Não é sobre representar o seu ser inteiro em um pedaço de papel e ficar vendo quem irá aceitar o seu "eu" que está escrito.
A vida não é isso!
Mas a vida é, sim, sobre quem você ama e quem você machuca. É sobre quem você faz feliz ou infeliz propositalmente. É sobre manter ou trair a verdade. É sobre amizade, usada como algo sagrado ou como uma arma. É sobre o que você diz e pensa, às vezes contundente, às vezes encorajador.
É sobre iniciar rumores e contribuir para fofocas mesquinhas. É sobre que julgamentos você já passou e por quê. E como seus julgamentos foram espalhados ou difundidos. É sobre quem você tem ignorado com total controle e intenção.
É sobre ciúme, medo, ignorância e vingança. É sobre carregar internamente o amor e o ódio, deixando-os crescer e espalhando-os.
Vida é tudo aquilo com que preenchemos o espaço entre nós e nossos amigos, nossa família, nossos colegas, e também os nossos desafetos e até mesmo as pessoas que sequer conhecemos, a quem às vezes dizemos "bom dia", às vezes não dizemos nada.
Mata Hari - 11:57 AM
Sexta-feira, Maio 06, 2005
Paula Abdul é acusada de ter beneficiado candidato em "American Idol"
Público discute incidente no reality show mais popular dos EUA
Suzanne C. Ryan
Em, Boston
As explosivas acusações de Corey Clark, na noite de quarta-feira (4/5), de que Paula Abdul agiu de forma imprópria como juíza do reality show "American Idol" da Fox, em 2003, provocou um debate tempestuoso entre fãs e críticos. O programa é apresentado no Brasil pelo canal pago Sony aos domingos e às segundas-feiras.
Em sites na Internet e programas de rádio, muitas pessoas que acreditaram nas alegações de Clark, feitas durante o programa "Primetime Live" da rede ABC, disseram que esperam que Abdul renuncie ou seja demitida antes do início da próxima temporada.
"Eu acho que ela vai ser cortada. Eu não acho que vão deixar ela ficar", disse Sybil Wilkes, co-apresentadora do programa "Tom Joyner Morning Show" que é retransmitido nacionalmente, que recebeu mais de 100 telefonemas na quinta-feira sobre o assunto.
A Fox divulgou uma declaração na quinta-feira dizendo que a denúncia na ABC, que atraiu 13,7 milhões de espectadores, era "repleta de rumores, especulações e afirmações de um candidato desclassificado que admitiu ser mentiroso durante o especial".
Mas a Fox também disse que está investigando as afirmações e continua "absolutamente comprometida com a imparcialidade nesta competição".
Alguns fãs, como Paul Timmins, um administrador de empréstimos de 49 anos e que vive em Revere, disse que mesmo se Abdul ajudou Clark nos bastidores, ela não deve ser punida.
"Ambos são adultos", disse ele. "Talvez ela tenha cruzado a linha, mas isto teve impacto na votação? Não. As atuações foram julgadas pelo público e não havia como Paula fazer algo para influenciar quem estava ligando."
Os juízes criticam as atuações a cada semana durante "American Idol", mas é o voto do público, por meio de telefone ou mensagem de texto, que determina qual candidato é eliminado.
No "Primetime Live", Clark, atualmente com 24 anos, alegou que teve relações sexuais com Abdul, 42 anos, quando foi concorrente em 2003. Ele também afirmou que Abdul lhe comprou roupas caras para a disputa, o ajudou a escolher as canções que ele interpretou e lhe deu conselhos não solicitados sobre o programa.
Clark, que foi retirado do "American Idol" depois que a Fox soube que ele tinha ficha criminal, está gravando um CD que inclui uma canção sobre sua suposta experiência com Abdul.
Em uma declaração emitida na semana passada, o secretário de imprensa de Paula Abdul disse que Clark é um "mentiroso" que está tentando atrair atenção para si mesmo. O secretário de imprensa não pode ser contatado na quinta-feira.
Controvérsia não é algo novo para Paula Abdul.
Nesta temporada de "American Idol", ela atraiu atenção para si mesma devido ao seu comportamento incomum diante das câmeras, incluindo explosões emotivas, palavras ininteligíveis e bater palmas como uma foca durante o programa. Abdul disse para a imprensa que ela está altamente emotiva por estar livre de dor pela primeira vez desde que sofreu ferimentos no pescoço na adolescência.
Com tal histórico complicado, Paula Abdul está pronta para ter seu próprio especial, disse Janet Staiger, professora de estudos da mulher e comunicação da Universidade do Texas, em Austin.
"Se eu fosse o empresário dela, eu encontraria um meio de torná-la a vítima. Isto ajudaria a recuperar sua carreira", disse Staiger.
O mesmo não pode ser dito sobre a carreira de Clark. Na quinta-feira, sites como Realitytvworld.com estavam repletos de veneno.
"Alguém percebeu como toda vez que uma pergunta era feita para Corey os olhos dele viravam para baixo? Ele nunca olhou o repórter da ABC nos olhos. (...) Eu acho ele baixo", disse um espectador.
Outro disse: "Este sujeito guardou seus registros telefônicos e mensagem de voz por dois anos. Eu acho que ele estava planejando isto o tempo todo (...) Este sujeito está buscando publicidade para seu (...) álbum e Paula poderá acabar demitida por isto".
Com a mais recente perturbação surgindo no encalço do debate do mês passado, quando a Fox anunciou que exibiu na tela números errados de telefone para a votação de "American Idol", alguns fãs estão expressando mais e mais suspeita sobre a credibilidade da competição.
Apesar de "American Idol" ser o segundo programa mais popular na televisão nesta temporada, atrás apenas de "CSI: Crime Scene Investigation", Wilkes acredita que sua popularidade não durará para sempre. E nos bastidores, ela disse, a Fox pode estar fazendo de tudo para manter as pessoas falando sobre o programa --até mesmo o impensável.
"Talvez alguém da Fox tenha apontado Corey Clark na direção da ABC News", disse ela. "Seria uma maneira brilhante de manter as pessoas interessadas." Tradução: George El Khouri Andolfato
Como fã e admiradora do American Idol, só posso acreditar que este garoto esta mentindo, ou se teve mesmo uma relação com Paula, agiu premeditadamente pois guardou as mensagens de texto durante dois anos.
Lembro que durante a temporada ele foi retirado do programa por ter escondido que estava sendo processado por agressão, portanto o histórico dele não é muito bom, vamos ver no que isto vai dar.
Mata Hari - 2:14 PM
